Moradores das comunidades mineiras de Cava Grande, distrito de Marliéria, e Tabaúna, distrito de Aimorés, e o distrito capixaba de Regência, em Linhares, participaram da formação em Monitoramento Hídrico Participativo (MHP). A iniciativa é fruto da cooperação da Fundação Renova com a UNESCO e com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce) e ofereceu 45 vagas para a certificação de agentes ambientais com ênfase em Monitoramento Participativo de Corpos Hídricos. O objetivo foi fomentar a prática da Ciência Cidadã na Bacia do Rio Doce, a partir da ampliação do conhecimento sobre a qualidade ambiental e a análise de parâmetros de qualidade da água de rios, e entendimento dos diferentes fatores que impactam o ambiente.
As comunidades participantes foram indicadas pelo CBH-Doce, sendo uma de cada sub-bacia, contemplando os territórios Médio e Baixo Doce. Em cada uma foram definidos quatro pontos de coleta nos afluentes e no próprio rio Doce, avaliados os nove parâmetros do Índice de Qualidade da Água (IQA) e a presença de bioindicadores. A capacitação semipresencial envolveu aulas teóricas e práticas, incluindo coletas durante o período chuvoso e seco, além de encontros para discussão dos resultados obtidos e comparação com os dados do Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático de Água e Sedimento (PMQQS), disponibilizados pela Fundação Renova.
Cooperação com a UNESCO
Intitulado “Construção da paz e do diálogo para o desenvolvimento sustentável das regiões atingidas pela barragem de Fundão: fortalecendo a capacidade institucional e de implementação de ações da Fundação Renova”, o projeto de cooperação técnica internacional com a UNESCO foi assinado em 2019. As frentes da cooperação atendidas pela parceria são: Direitos Humanos, Curadoria de Impactos, Biodiversidade, Patrimônio material e imaterial e Monitoramento da Água.
O objetivo é ampliar a capacidade institucional e de gestão da Fundação Renova na realização de ações e programas em curso, com foco na construção da cultura de paz e do diálogo, por meio da educação, das ciências e da cultura. A cooperação envolve três diferentes áreas de mandato da UNESCO — Ciências Humanas e Sociais, Cultura e Ciências Naturais — na busca por soluções integradas para os problemas vividos pelas populações atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão.

Expedição Rio Doce
Pela segunda vez, a bacia do rio Doce foi cenário de uma expedição que registrou e captou, por meio de imagens, as condições atuais da região atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Lançada em 2021, quando foi realizado o mapeamento no período chuvoso, a Expedição Rio Doce traz em sua segunda edição informações sobre o período seco. A iniciativa é um dos maiores mapeamentos detalhados já produzidos em uma bacia hidrográfica, e visa dar transparência e gerar conhecimento sobre os trabalhos de reparação e compensação realizados pela Fundação Renova ao longo do rio Doce.
Um minidocumentário produzido durante a segunda edição da Expedição Rio Doce conta mais sobre como foi o monitoramento hídrico participativo nas três comunidades. Assista no site da Fundação Renova:
Navegue virtualmente pela bacia do rio Doce: www.expedicaoriodoce.org






