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Home Cidades

Forrest Gump caboclo

Redação por Redação
dezembro 19, 2024
in Cidades, Cultura, Educação, Estado, Geral, Sociedade
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Forrest Gump caboclo

Jornalista Vicente Mendes

No outono da vida me descobri um Forrest Gump, andarilho e contador de estórias. Aqui no Estado, tivemos também na pessoa de Gerson Camata, o “Forrest Capixaba” contador de causos. No fundo também sou um contador de estórias, muitas que presenciei e outras das quais tive conhecimento. Algumas estão relatadas no livro “Confesso que chorei”.

Ana, minha esposa classifica a maior parte como histórias que “cheiram à mentira”. Mas sempre questiono: “ai da verdade se não houvesse a mentira.” Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista fazia qualquer mentira virar uma verdade incontestável.

Quando criança meus pais mudaram para São Domingos do Norte, então distrito de Colatina, onde residimos por quatro anos. Morávamos numa casa próxima ao campo de futebol, onde jogava bola todos os dias com os coleguinhas crianças da época. Como já escrevi em outras crônicas, fui alfabetizado em casa com a nossa querida Noêmia, uma senhora que auxiliava minhas nos afazeres domésticos. Gostava muito de literatura de cordel.

Quando em 1961 fui ao grupo escolar cursar o primeiro ano primário, causei problemas. Não poderia frequentar a turma do a-e-i-o-u porque já sabia ler e escrever. Passaram-me para o segundo ano. Mas não sabia taboada e nem olhar as horas no relógio. Um belo dia, meu pai chegou de viagem com um bonito relógio de pulso de marca “Lanco” e disse para mim: é um presente, mas vc para recebe-lo terá que aprender as quatro operações de aritmética e saber olhar as horas. Aceitei o desafio e no outro dia já estava a disposição do meu pai para aprender. Ele muito sutilmente colocou em cima de uma grande mesa que havia na varanda de fundos da casa, uma ripa. E o aprendizado começou. E quando as coisas ficavam tensas, ele dava uma ripada na mesa. Eu empaquei no 6 x 7. Respondia 42. Correto. Mas quando meu pai invertia 7 x 6, eu não sabia. E aí escutava o som da ripa na mesa e seu grito: “quarenta e dois seu burro, apenas inverti os números”. Tomei um suador danado, mas lá pelas 18 horas, na boquinha da noite, consegui ganhar o relógio de presente.

Há pouco mais de oito anos, estava num coquetel da Findes, em Vitória, quando vi uma conhecida num grupo de senhoras conversando. Ela me reconheceu e fez sinal para que eu me aproximasse. E o fiz, só que estava tremendo muito e ela boa observadora, falou logo: nossa você está tremendo muito. E eu já estava com a resposta na ponta da língua: é a emoção enorme de te ver novamente. Na verdade, sou portador do Mal de Parkinson e tinha deixado de tomar o comprimido Prolopa durante o dia.

Em São Domingos, a historinha de dois personagens conhecidos. Fioravanti, dono e motorista do ônibus que fazia a linha para Colatina, numa rodovia lamacenta e esburacada. Ele era alto e pesava uns 140 quilos. O outro era pequeno, magro, bem raquítico, vendedor de bilhetes de loteria. Era o conhecido “Pedro Cachacinha”. Palco de fundo do confronto entre os dois: uma partida de futebol do time local treinado pelo padre Áureo Kanisky. O jogo se desenrolava no campo em frente a minha casa. Num dado momento, o gol da equipe adversária, num sensacional frango do goleiro, que era filho de Fioravanti. Pedro Cachacinha xingou o goleiro e passou a ser esmurrado pelo velho Fioravanti, que por cima, castigava bem seu oponente. Até que Pedro teve uma idéia brilhante: Firmou o polegar de sua mão direita e futucou com firmeza na barriga de Fioravanti, gritando “olha a faca Fioravanti”. Este imediatamente soltou sua presa e saiu gritando com a mão na barriga: “estou ferido, fui esfaqueado, Pedro quis me matar”. Quando esbarrou com outro filho, foi alertado que não estava ferido e nem tinha sido esfaqueado”. A gozação foi geral e Fioravanti foi para casa aborrecido.

Outra estória interessante. Paulo Mendes e Dida Brunow iam partir para o sul da Bahia para trabalho a bordo de um velho Karman-ghia. Mas ao fazerem uma pequena revisão no carro, foram alertados pelo mecânico: o motor do carro estava para “pifar”, não aguentaria a viagem. Na ocasião trabalhava com a gente o jornalista valadarense Julio Costa Rosa. Ele era proprietário de um Volkswagen TL e tinha ido para a sua cidade de trem. Deixou o carro estacionado em frente a sede do jornal. Informados pelo mecânico que o motor do TL era igual ao do Karmann-ghia, Paulo e Dida tiveram a brilhante idéia de “pegar emprestado” o motor do carro do Julio. E trabalharam a noite toda em cima do projeto de troca dos motores. No outro dia, Paulo acelerou fundo seu carango e junto com o Dida partiram rumo a Bahia, agora com motor novo.

Uma semana depois os três personagens desta história retornaram a Colatina. Julio ligou seu TL e observou que o carro estava rateando, mas de nada desconfiou. Paulo e Dida convidaram Julio para ir com eles para a Bahia. Convite aceito, Julio só começou a desconfiar a partir do momento que Paulo começou a colocar os braços para fora da janela do carro e batia na lataria gritando: “eta motorzinho bom”.

Corria o ano de 1975, e o Kitungo era o local da moda em Colatina. Também pudera era a única casa noturna da cidade que recebia os jovens da época. Abria somente nos finais de semana. Nossa turma era pequena, mas animada: José Osmar, Denio Aguiar, Tercilio Bernardina, Kinkas Guimarães, Sebastião Luiz, Anésio Briel, Beth Spelta, entre dezenas de outras pessoas. Outros: Mandacaru e Clebinho Maia. A maioria não tinha carro. Aí fazia relativo sucesso com meu velho Karmann-ghia.

Certa vez fui passar o fim de semana em Governador Valadares. Deixei o carro com o Anésio Briel. Quando voltei ele tinha sofrido um pequeno acidente e a porta do lado direito não abria. Assim motorista e passageiros do carro entravam todos pela porta do lado direito. E felizes da vida. E morrendo de inveja quando o João Natal Piedade passava com seu possante Maverick V-8. Durante a semana, já em meados de 1977, senão me engano, o passatempo era conversar com o Gether Lopes de Faria à noite na praça municipal. Lá estavam também o Noshor e o Zé Avelar. Falávamos de politica e da novela “O bem amado”, com Paulo Gracindo.

Português ou Brasileiro? – Discute-se se no Brasil fala-se o português. É possível que o nosso português tenha mais de duas mil palavras a mais do que o idioma falado em Portugal.  Fora as palavras que tem significado igual, mas escreve-se diferente. Estava nos Estados Unidos, quando um português disse para mim, referindo a outro portuga que passava por nós naquele momento: “este gajo em Portugal queima na ré”. Não sabendo o que ele estava querendo dizer, ele repetiu usando outra expressão: “ele é paneleiro. Explicando: estava querendo dizer que o cidadão era gay, homossexual.

Como fala em Portugal –Café da manhã: Em Portugal, é chamado de pequeno-almoço; Celular::  é chamado de telemóvel: Comboio é chamado de trem; Prego: é um sanduíche de pão recheado com filé mignon, queijo e ovo frito; Carro conversível: é chamado de descapotável; Aeromoça: é chamada de hospedeira de bordo; Banheiro: é chamada de casa de banho; Injeção: é chamada de pica. A gente chega em Portugal e sente-se aliviado: que bom aqui fala português. Poucos minutos, vem a decepção. Além do mais o português da terrinha tem um sotaque bem diferente.

Histórias e estórias que se perdem no tempo.

Tags: Fioravantipadre ÁureoSão Domingos do NorteVicente Mendes
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